E hoje trazemos a vocês um texto maravilhoso compartilhando por Carmen Silvia Presotto lá no Vidráguas. O texto é de Nei Duclós e nos faz refletir sobre as redes sociais e a cultura e sobre a necessidade de multiplicar essa cultura que vamos criando com a interação.
Confiram:
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| obra de Escher escolhida pelo autor para divulgar o texto. |
REDES SOCIAIS E CULTURA
Já que nada temos em comum e não
aturamos as diferenças, vamos culpar as redes sociais.
Já que aproveitamos essa
aparência de proximidade para incomodar o avatar vizinho, vamos dizer que as
redes sociais estão obsoletas.
Rede social tem infinitos
desdobramentos se for encarada como ambiente de um trabalho gratificante, o de
compartilhar cultura.
Não existe carisma na vidinha
pessoal, tanto de anônimos quanto de celebridades. O que vale é a abordagem
transcendente, o pulo cultural.
Compartilhar cultura não é exibir
uma erudição que não possuímos. É expor apreensões pessoais e coletivas de
manifestações do espírito humano.
É escassa nossa percepção dos
acontecimentos culturais. Essa escassez precisa estar exposta, sem que vire uma
vaidade pelo avesso.
Não entendo nada disso ou você
que entende disso são abordagens furadas. Entendemos a precariedade da nossa
percepção, mas é nessa fresta que passa a luz.
Todo repasse de um evento
cultural precisa ter a intervenção de quem faz a sugestão, para que as
inflexões pessoais se somem a um acervo geral.
Não se trata de impor leis de
comportamento nas redes sociais, mas de colher vivências reveladoras que possam
contribuir para este momento.
Temos uma chance rara de
multiplicar cultura por meio das redes sociais. Não podemos nos abandonar às
dificuldades.
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O texto pode ser encontrado no mural do autor vejam aqui
